Qual é a sua memória de trabalho mais antiga?
A minha memória de trabalho mais antiga remonta a 1985, quando com apenas 17 anos entrei na Câmara Municipal de Alvito para iniciar um programa do agora IEFP. De março a julho de 1987 fiz o Curso de Técnica Profissional BAD, em Lisboa onde tive como formadores a Dr.ª Maria José Moura e a Dr.ª Natália Rocha, entre outros. A partir desse momento nunca mais parei.

A biblioteca tinha estantes fechadas, onde não era permitido aos utilizadores terem livre acesso aos documentos; a catalogação era feita manualmente em folhas de papel, que depois de corrigidas pelo bibliotecário, eram passadas para as fichas de catálogo perfuradas e introduzidas nos catálogos.

Foram tempos em que aprendi muito e que esses ensinamentos me ajudaram a evoluir e a criar a paixão pelas bibliotecas.

Em que serviço de informação começou a trabalhar?
Iniciei a minha carreira na Biblioteca Municipal de Alvito, onde trabalhei 32 anos. Durante 16 anos fui Técnica Profissional de BAD e a partir de 2000 passei a Bibliotecária. Desde 2017, desempenho as funções de Bibliotecária na Biblioteca Municipal de Viana do Alentejo.

Como surgiu a ideia de trabalhar em rede?
A ideia de trabalhar em rede surgiu, em 2017, do encontro de ideias da DGLAB, da CIMAC e dos Bibliotecários do Alentejo Central.

A Criação da Rede, tem-nos permitido partilhar ideias, vontades e projetos; melhorar e equilibrar os serviços disponibilizados em cada biblioteca; reduzir custos.

Ao longo destes quatro anos, muito trabalho tem sido feito pela RIBAC, com o principal objetivo de melhorar a qualidade de vida das populações, através do acesso à informação.

Do seu ponto de vista, qual foi o projeto mais estruturante da rede?
Concebemos, até à data, documentos bastante estruturantes, que nos permitiram uniformizar o funcionamento das nossas bibliotecas, como por exemplo, o Regulamento de funcionamento das Bibliotecas da RIBAC.  Este Regulamento, permite a todos os utilizadores das bibliotecas que integram a RIBAC, terem livre acesso ao empréstimo domiciliário em qualquer uma das bibliotecas, sendo que regras de empréstimo estão uniformizadas.

No entanto, o projeto mais estruturante da RIBAC foi sem dúvida o “Ler e crescer em família”.
Com este projeto pudemos oferecer uma coleção mais atualizada aos nossos utilizadores, um vasto leque de atividades de promoção de leitura e literacia destinadas às famílias, a atualização dos equipamentos e a uniformização do catálogo de gestão de informação.

Quais são os projetos da rede para o futuro?
O Grupo de Trabalho da RIBAC, pretende dar continuidade à atualização da coleção, às atividades de dinamização da leitura e literacias, mas também pretende continuar a trabalhar na conceção de documentos/materiais que facilitem o trabalho dos técnicos visto que ainda estão desatualizados ou são inexistentes.

Como vê os serviços de informação do Alentejo no futuro?
Penso que o trabalho que temos vindo a desenvolver, tanto a nível de bibliotecas como a nível da RIBAC, permitirá mostrar que os serviços de informação estão a adaptar-se às novas tecnologias, permitindo um aumento na procura de informação através de novos suportes, tornando possível o desenvolvimento sustentável e de maior qualidade de vida das famílias.

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