Nos passados dias 28 e 29 de Outubro, decorreu o Congresso do Livro 2011, no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória (Açores), organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) para os seus associados, mas aberto a todos os que trabalham para o mercado e a indústria do livro.

Nas seis sessões do Congresso foram referidas “questões preocupantes para o sector como a digitalização e os ‘novos livros’, as alterações do circuito de comercialização, a legislação, o combate à pirataria e à cópia ilegal, os direitos de autor na era do digital e as políticas públicas para com o livro e a leitura”.

O Congresso contou com a presença dos presidentes da Federação Europeia de Editores, Fergal Tobin, e da Associação Europeia de Livreiros, John McNamee, do director do Bureau International de l’Édition Française, Jean Guy Boin e do Secretário de Estado da Cultura.

O Congresso do Livro realizou-se numa conjuntura de grandes desafios para o sector do livro, por um lado pela normal transformação e modernização, por outro em consequência da grave crise económica e financeira internacional.

O livro e as novas tecnologias constituíram também um dos temas em debate no último dia do Congresso do Livro, abordando-se as dúvidas, os desafios e os receios que se apresentam aos editores e livreiros, em grande medida de forma semelhante às alterações introduzidas no dia-a-dia profissional dos associados da BAD.

No decorrer do Congresso foi apresentado um estudo sobre o sector da edição e sobre o impacto económico da pirataria, que detectou “mais de 500 postos de venda de cópias ilegais de livros”. O estudo, ainda em curso e com dados preliminares, foi apresentado pelo Professor Pedro Dionísio, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE), que juntamente com Maria do Carmo Leal coordena este estudo sobre o sector da edição e das livrarias e sobre o impacto económico da pirataria, encomendado pela APEL.

A BAD também esteve presente no Congresso do Livro 2011, marcando presença num evento que juntou os principais agentes e intervenientes do mercado do livro nacional. Ao longo dos 2 dias do Congresso e através de uma presença no foyer do Auditório foi possível apresentar a BAD e os seus serviços e dar a conhecer a intervenção da Associação que ao longo de 38 anos tem trabalhado na defesa dos profissionais de informação e documentação e na defesa das políticas do livro, das bibliotecas e do acesso à informação.

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