21 DE MARÇO // DIA MUNDIAL DA POESIA

O Dia Mundial da Poesia é comemorado anualmente, no dia 21 de março, com o objetivo de celebrar uma das mais preciosas formas de expressão, identidade cultural e linguística da humanidade, que é a poesia.
O dia foi proclamado, na 30ª Conferência Geral da UNESCO, em Paris, no ano de 1999 (Records of the General Conference, 30th session, Paris, 26 October to 17 November 1999, v. 1: Resolutions – UNESCO Digital Library).
Em 2022, celebra-se o centenário do nascimento de dois escritores portugueses, falamos de, Agustina Bessa-Luís [Vila Meã, Amarante, 1922 – Porto, 2019] e de José Saramago [Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 – Lanzarote, Ilhas Canárias, 18 de junho de 2010].
Em sua homenagem, deixamos dois belíssimos poemas dos escritores centenários, para saborear neste Dia Mundial da Poesia.

GARRAS DOS SENTIDOS

Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.

São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.

Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.

São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.

Dá má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.

Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.
Agustina Bessa-Luís (1922-2019)

ALEGRIA

Já ouço gritos ao longe
Já diz a voz do amor
A alegria do corpo
O esquecimento da dor

Já os ventos recolheram
Já o verão se nos oferece
Quantos frutos quantas fontes
Mais o sol que nos aquece

Já colho jasmins e nardos
Já tenho colares de rosas
E danço no meio da estrada
As danças prodigiosas

Já os sorrisos se dão
Já se dão as voltas todas
Ó certeza das certezas
Ó alegria das bodas.
José Saramago (1922-2010), in “Provavelmente Alegria”

21 DE MARÇO // DIA MUNDIAL DA ÁRVORE E DIA INTERNACIONAL DAS FLORESTAS

José Correia | Notícia BAD

No dia 21 de março, comemora-se o Dia Mundial da Árvore e o Dia Internacional das Florestas.
O Dia Internacional das Florestas, implementado através da resolução 67/200, das Nações Unidas, a 21 de dezembro de 2012, pretende mobilizar os decisores políticos para a conservação das florestas.
As florestas são elementos-chave na obtenção de matéria-prima e no combate às alterações climáticas, sendo fundamentais para o bem-estar da Humanidade.
O tema de 2022 é “Florestas, Produção e Consumo Sustentáveis”.
Como sugestões de leitura, neste Dia Mundial da Árvore e no Dia Internacional das Florestas, deixamos três livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura – A Árvore e A Floresta, de Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) e o livro de poesia, A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca, de Luísa Ducla Soares (1939 -).

A Árvore – Sophia de Mello Breyner Andresen

ISBN: 978-972-0-72629-2
Edição: Porto
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 36

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para alunos dos 5.° ano e 6.° ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.Neste livro, Sophia recria, de forma muito pessoal, dois contos tradicionais japoneses. Com «A árvore» e «O espelho ou o retrato vivo» somos transportados para o exotismo do Oriente, mas encontramos, como em tantas outras obras da autora, na primeira história, a valorização da natureza, da harmonia e do equilíbrio; na segunda, a importância dos laços familiares e das vivências afetivas.

A Floresta – Sophia de Mello Breyner Andresen

ISBN: 978-972-0-72625-4
Edição: Porto
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 84

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 5.° ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
«Confia nas crianças, nos sábios e nos artistas.»
Seguindo esta recomendação do Rei dos Anões e com a ajuda de Isabel e do professor de música, o Anão vai conseguir cumprir a missão de que estava incumbido, transformando o tesouro numa possibilidade de partilha e libertação.

A gata Tareca e outros poemas levados da breca – Luísa Ducla Soares

ISBN: 978-972-0-72445-8
Edição: Porto
Editor: Porto Editora
N.º de Páginas: 72

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 2.º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
O livro apresenta as mais apelativas tendências da poesia de Luísa Ducla Soares. Nela está bem patente o seu humor, o gosto pelo nonsense, pelos jogos de sons e palavras.
Não desprezando a herança da tradição popular, das lengalengas, romances e trava-línguas, oferece mais de uma vintena de poemas divertidos que despertam a imaginação das crianças.

Sugestões de leitura de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura 2027 sobre a Ucrânia

No seguimento da tomada de posição da BAD, no dia 26 de fevereiro, em Assembleia Geral, referente, à profunda solidariedade para com todos os cidadãos Ucranianos e, em especial, para com todas as vítimas da guerra na Ucrânia, incluindo, todos os profissionais de Informação e Documentação, deixamos três sugestões de leitura sobre a Ucrânia, em sinal de sentida fraternidade para com todos os que lá vivem, resistem, sofrem e, infelizmente, fogem e morrem vítimas da guerra.

Vozes de Chernobyl: história de um desastre nuclear – Svetlana Alexievich

ISBN: 978-989-8831-82-8
Edição: Amadora
Editor: Elsinore
N.º de Páginas: 328

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado PNL2027 – 2017 – Ciências e Tecnologias – Literatura – maiores 18 anos – Fluente
Resumo: Vozes de Chernobyl é a mais aclamada obra de Svetlana Alexievich, Premio Nobel de Literatura 2015, tida como o seu trabalho mais duro e impactante.
A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.
Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.
Prefácio de Paulo Moura e tradução de Galina Mitrakhovich.

Chernobyl: a história de uma catástrofe nuclear – Serhii Plokhy

ISBN: 978-972-23-6479-9
Edição: Lisboa
Editor: Presença
N.º de Páginas: 372

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado PNL2027 – 2021 1.º Semestre – Ciências e Tecnologias – Cultura e Sociedade – dos 15 aos 18 anos e maiores 18 anos – Fluente
Resumo: Esta é a história da central nuclear de Chernobyl desde a sua construção à sua desativação. Em 26 de abril de 1986, às 13:23, um reator da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia soviética, explodiu.
Enquanto as autoridades tentavam entender o que havia acontecido, trabalhadores, engenheiros, bombeiros e aqueles que viviam na área foram abandonados ao seu destino.
A explosão colocou o mundo à beira da aniquilação nuclear, contaminando mais da metade da Europa com a precipitação radioativa.

Meia-noite em Chernobyl – Adam Higginbotham

ISBN: 978-989-8892-53-9
Edição: Porto Salvo
Editor: Desassossego
N.º de Páginas: 559

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado PNL2027 – 2020 2.º Semestre – Cultura e Sociedade – maiores 18 anos
Resumo: A história definitiva do acidente de Chernobyl, baseada numa investigação profunda sobre como a propaganda, o secretismo e os mitos encobriram a verdade de um dos maiores desastres do século XX.
O dia 25 de abril de 1986 foi um ponto de viragem na História. O acidente em Chernobyl não mudou apenas a nossa perceção da energia nuclear, mas também o conhecimento da delicada ecologia do planeta. Chernobyl foi igualmente importante na destruição da URSS e, como tal, na vitória dos Estados Unidos na Guerra Fria. Para Moscovo, foi um desastre político e financeiro – provocando a bancarrota de uma economia já vacilante -, mas também ambiental e científico.
Esta é a história nunca contada dos eventos que começaram no centro de controlo do reator 4 da central nuclear de Chernobyl. Depois de centenas de entrevistas, consultas de cartas, memórias inéditas e documentos só agora tornados públicos, Adam Higginbotham revela-nos os acontecimentos dramáticos daquela noite através dos olhos dos homens e mulheres que os testemunharam em primeira mão e que enfrentaram um inimigo aterrador e invisível.
Meia-Noite em Chernobyl, uma obra amplamente premiada e que inspirou a série de sucesso da HBO, mostra-nos não só as dificuldades épicas de um império a morrer, mas também o heroísmo individual e desesperado num, momento transformador da História.

Ana Margarida da Costa

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