1 – Quem és?
Estas breves palavras são escritas por um bibliotecário sem biblioteca que procura acompanhar, na medida do possível, aquilo que foram, são e poderão ser as Bibliotecas Itinerantes portuguesas.

O Papalagui (Nuno Marçal)

2 – O que é a Nave Voadora?
A Nave Voadora surge em 2010 após realização de uma tese de mestrado sobre Bibliotecas Itinerantes. Ela mais não é do que um diretório sobre Bibliotecas Itinerantes em Portugal que procura (tenta) reunir a informação disponível sobre estes serviços de extensão bibliotecária para melhor os descrever e divulgar.

3 – De que forma a Nave Voadora se constitui como rede dos bibliotecários itinerantes?
Um dos objetivos iniciais, e ainda não alcançado, seria o de tornar a Nave Voadora também como uma plataforma de partilha de informação e comunicação entre os bibliotecários itinerantes (no sentido mais formal de rede/grupo). No entanto, esse espírito, apesar de tudo, está presente de um modo informal, sobretudo através das ações no Facebook e da partilha de mensagens de correio eletrónico.

Mas esta realidade acaba por estar em harmonia com o espírito de informalidade que caracteriza as Bibliotecas Itinerantes e continua a tocar todos aqueles que diariamente vão ao seu encontro (na senda das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian cujas boas recordações estes serviços mantêm vivas).

4 – A nave voadora contribui para a noção de grupo e para o reconhecimento dos bibliotecários itinerantes?
Mais do que uma noção de grupo no sentido formal de pertença que este termo implica, o importante aqui é dar a conhecer o trabalho dos bibliotecários itinerantes e de todos aqueles que conjuntamente (animadores, motoristas, parceiros locais, etc.) levam a bom porto estes serviços e o reconhecimento (o mais importante de todos) daqueles com quem contactam diariamente.

5 – Qual o perfil dos bibliotecários itinerantes?
É possível definir um perfil dos bibliotecários itinerantes? Desde 2021 que na Nave Voadora uma das informações que se procura recolher é a de identificar quem são estes profissionais. Associar um (ou mais) nome(s) a este serviço procurando dar a esses rostos o devido destaque de quem todos os dias sai para a estrada. É vulgar escutarmos injustiças sobre estes profissionais como “lá vai ele outra vez sair para andar a passear o dia inteiro!”. Será mesmo assim? Não seria preferível estar dentro de quatro paredes com AC a lidar com condições climatéricas por vezes extremas enquanto se realiza longos quilómetros a conduzir por estradas concelhias? A resposta a esta pergunta creio ser simples…

Isto, no entanto, permite definir, mais do que um perfil, um conjunto de características destes profissionais: resiliência, paixão e um gozo enorme pelo trabalho que desenvolvem diariamente.

6 – Qual o contributo particular do bibliotecário itinerante para a comunidade?
O contributo é reflexo das características citadas na resposta anterior e que marcam as comunidades que tocam. São geradores de um impacto positivo seja pela simples sugestão de novas leituras para os próximos 15 dias, seja pela disponibilização de outros serviços que não são os ditos tradicionais nas bibliotecas como postos de atendimento municipal que aproximação os cidadãos da administração pública, contribuindo para a coesão social.

7 – Razões para os bibliotecários itinerantes aderirem e participarem na Nave Voadora?
À Nave Voadora só é possível continuar a construir este percurso de divulgação e partilha desta realidade com o contributo de todos aqueles que diariamente se esforçam por levar as Bibliotecas Itinerantes às suas comunidades, seja divulgando os seus serviços e tudo o que de melhor fazem, seja realizando sugestões que contribuam para melhorar o diretório.

Mais Informações em: https://anavevoadora.wordpress.com/
João Henriques, dinamizador do diretório A Nave Voadora
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