Associar-se à BAD é como ter uma boa playlist para a vida profissional: dá ritmo, traz boas ideias e ainda nos põe em contacto com quem está na mesma sintonia.
NUNO SOUSA

Há quanto tempo é associado da BAD?
Sou associado da BAD desde 2023 – ainda sou “recente por aqui”! O meu número é o 3583. Juntei-me por querer estar mais ligado à área e trocar ideias com quem partilha os mesmos desafios e interesses.
Em três adjetivos, como tem sido esta “relação “?
Diria que tem sido uma relação curiosa, enriquecedora e com espaço para crescer. Tenho descoberto o papel da BAD de forma gradual, e gosto da ideia de fazer parte de uma comunidade profissional que se apoia e se desafia mutuamente.
Numa frase, como convenceria alguém a associar-se à BAD?
Associar-se à BAD é como ter uma boa playlist para a vida profissional: dá ritmo, traz boas ideias e ainda nos põe em contacto com quem está na mesma sintonia.
Como associado, o que é que a BAD ainda não tem para lhe oferecer?
A BAD já deu passos importantes na área da inteligência artificial, e ainda bem. Mas acho que há espaço para irmos mais longe. A IA já está a entrar nas rotinas de quem trabalha em bibliotecas, arquivos ou centros de documentação – às vezes sem darmos conta – e fazia falta termos mais apoio para perceber como é que a podemos usar de forma útil, sem perder o lado humano do nosso trabalho. Mais do que conhecer ferramentas, precisamos mesmo de parar para pensar no impacto disto tudo: o que é que ganhamos, o que é que podemos estar a perder e como é que continuamos a servir pessoas – e não só sistemas. E gostava também de ver mais gente jovem envolvida nestas conversas. Temos muito a dizer sobre o futuro da profissão, e a IA é, sem dúvida, uma das grandes inquietações e curiosidades da nossa geração.
Que mensagem gostaria de deixar aos novos profissionais relativamente ao associativismo?
O associativismo é muito mais do que fazer parte de uma lista ou pagar quotas. É uma forma de dizer: “estou aqui, quero crescer, aprender e caminhar com os outros”. Para quem está a começar, pode parecer que não faz diferença – mas faz toda. É no associativismo que se criam laços, se ouvem vozes parecidas com a nossa (e outras bem diferentes, que nos fazem pensar) e se constrói, pouco a pouco, o futuro da profissão. Se queremos uma área mais forte, mais justa e mais viva… temos de a fazer juntos.