“A minha relação com a Associação foi, sobretudo, uma relação de descoberta. Começou de forma bastante tímida e creio que se foi aprofundando ao longo dos anos…”
ALDA NAMORA
– Há quanto tempo é associada da BAD?

Sou associada da BAD desde fevereiro de 2020.
– Em três adjetivos, como tem sido esta “relação “?
A minha relação com a Associação foi, sobretudo, uma relação de descoberta. Começou de forma bastante tímida e creio que se foi aprofundando ao longo dos anos, à medida que fui participando mais nas suas iniciativas, conhecendo melhor o trabalho desenvolvido e contactando com outros profissionais da área. Portanto acho que a definiria como: envolvente, descoberta e estimulante.
– Numa frase, como convenceria alguém a associar-se à BAD?
A BAD representa e amplifica a nossa voz enquanto comunidade profissional, dando-nos uma força e uma capacidade de intervenção que dificilmente conseguimos ter de forma isolada.
– Como associado, o que a BAD ainda não tem para lhe oferecer?
Creio que a BAD cumpre bem a sua função. Colocaria, por isso, a questão noutra perspetiva: perante aquilo que a BAD já oferece, o que podemos nós fazer para a dinamizar e fortalecer? Uma das nossas responsabilidades enquanto associados deve ser procurar ativamente as atividades, os temas e os espaços de participação que correspondem aos nossos interesses e contribuir para a vida da Associação. Para que o associativismo funcione verdadeiramente, o envolvimento tem de ser mútuo.
– Que mensagem gostaria de deixar aos novos profissionais relativamente ao associativismo?
É fundamental termos uma estrutura formal que nos represente. O associativismo continua a ser essencial para a defesa e o reconhecimento dos profissionais da informação. Uma associação profissional é também aquilo que os seus membros estiverem dispostos a construir.
Nota Biográfica
Alda Namora de Andrade é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português/Francês, pós-graduada no Curso de Especialização em Ciências Documentais, variante Arquivo, e mestre em Ciências Documentais – Arquivo e Sistemas de Informação. Atualmente, frequenta o Doutoramento em Ciência da Informação, desenvolvendo investigação na área da governança e das políticas públicas de informação.
É arquivista na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e considera um privilégio exercer uma profissão que lhe permite contactar com as mais diversas áreas do conhecimento e descobrir temas, percursos e realidades que, de outro modo, dificilmente teria oportunidade de conhecer.