Há quanto tempo é associada da BAD?
Sou associada da BAD desde abril de 2012. Foi por altura da frequência do Mestrado em Ciências da Informação e da Documentação, especialização em Arquivística, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa que considerei relevante e oportuna a minha associação à BAD.

Em três adjetivos como tem sido esta “relação”?
Nestes anos de associada tem sido uma relação desafiante, vantajosa e convicta.

Numa frase, como convenceria alguém a associar-se à BAD?
Juntos somos mais fortes. Poder pertencer a uma Associação que compreende os desafios e as dificuldades do que é ser profissional da documentação e da informação hoje, poder partilhar experiências com pessoas que “falam a mesma língua”, apesar e para além de formações académicas e realidades profissionais díspares, cria oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional e fortalece laços de pertença a uma comunidade. Associar-se à BAD é garantir a vantagem de uma formação profissional contínua e de atualização científica e técnica em conjunto com colegas e profissionais da área.

Como associada, o que a BAD ainda não tem para lhe oferecer?
Penso que falta à BAD promover o reconhecimento e o mérito dos seus associados no trabalho diário que fazem, por exemplo, com a atribuição de um prémio monetário de apoio à realização de atividades e concretização de projetos inovadores e que envolvam as comunidades e os cidadãos em geral, na área da documentação e da informação em Portugal.

Que mensagem gostaria de deixar aos novos profissionais relativamente ao associativismo?
A BAD integra várias gerações de arquivistas, bibliotecários e documentalistas. Os novos profissionais podem encontrar no associativismo um veículo de transmissão de conhecimento, partilha de ideias e um sentimento de pertença. Os vários grupos de trabalho que a BAD integra são fundamentais e de enorme importância para a discussão de caminhos para os vários profissionais da documentação e informação na multiplicidade de funções que podem desempenhar.

Ana Margarida Dias da Silva, natural de Coimbra, é arquivista desde 2004, tem trabalhado em arquivos públicos e privados. Atualmente é técnica superior no Arquivo do Departamento das Ciências da Vida da Universidade de Coimbra.

É aluna do Doutoramento em Ciência da Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestre em Ciência da Informação e Documentação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (2013) e Mestre em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (2014). A sua dissertação de mestrado “O uso da Internet e da Web 2.0 na difusão e acesso à informação arquivística: o caso dos arquivos municipais portugueses” venceu o 1º Prémio Olga Gallego de Investigación en Archivos em 2015.

Organizadora de encontros científicos, palestrante (com mais de duas dezenas de conferências e comunicações), autora de livros e de artigos publicados em revistas científicas de referência com revisão por pares, tem focado temas relacionados com organização e representação da Informação, instituições de memória e práticas colaborativas, instituições de memória e redes sociais, e arquivos pessoais e familiares.

Associada BAD desde 2012, integrou o Conselho Diretivo Regional Centro no triénio 2015-2017.

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