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A agenda digital instalou-se definitivamente, transformando a forma como as instituições de herança cultural (arquivos, museus e bibliotecas) exercem a sua atividade de gestão, curadoria, preservação e partilha do património colocado à sua guarda.

O esforço de digitalização e da acessibilidade digital ao património cultural constitui uma prioridade política no plano nacional, europeu e internacional, destacando-se a recente recomendação da Comissão Europeia para a criação de um espaço comum europeu de dados para o património cultural[1].

A constituição, no âmbito da BAD, de um grupo de trabalho dedicado ao Património Cultural Digital pretende potenciar o intercâmbio e partilha de conhecimentos, práticas e recursos, e apoiar na identificação e definição de políticas, diretrizes e metodologias comuns para a digitalização e preservação digital de imagens e texto, audiovisual e 3D.

Focado, numa primeira fase, na aposta na literacia da imagem digital e na divulgação de normas junto dos profissionais e instituições nacionais com responsabilidades no domínio do património cultural, a sua actividade será essencialmente orientada para a obtenção de resultados que produzam melhorias concretas e significativas no dia-a-dia das instituições e dos seus profissionais, auxiliando as instituições na preparação para a agenda digital europeia, nomeadamente os Objectivos da Década Digital, estabelecidos na Recomendação da Comissão Europeia relativa a um espaço comum europeu de dados para o património cultural.

O plano de ação combina a adoção de um conjunto de iniciativas de natureza regular – sobretudo no plano da capacitação institucional e profissional – com ações especificamente desenhadas para o cumprimento dos objetivos e prioridades estabelecidas anualmente.

Destaca-se o desenvolvimento de ações de capacitação e apoio às instituições e profissionais (ex. guias práticos, workshops, protocolos de processos e técnicas), e o aprofundamento do diagnóstico e mapeamento das práticas de digitalização existentes no sector.

Objetivos

  • Facilitar a partilha de boas práticas e conhecimentos no domínio da digitalização do património cultural;
  • Desenvolver quadros normativos específicos para a digitalização do património cultural, designadamente políticas e estratégias de digitalização, normas e protocolos de digitalização;
  • Capacitar as instituições culturais no que se refere à adoção e implementação de boas práticas para a digitalização do património cultural;
  • Promover o desenvolvimento de competências especializadas e a requalificação de profissionais do setor para o exercício de atividades de digitalização do património cultural;
  • Acelerar a digitalização do património cultural existente nas instituições culturais portuguesas, auxiliando-as na resposta às prioridades e metas estabelecidas na Recomendação da Comissão Europeia relativa a um espaço comum europeu de dados para o património cultural;
  • Incentivar práticas e projetos colaborativos de digitalização entre entidades e profissionais do setor cultural, designadamente através da divulgação de oportunidades de financiamento e de partilha de recursos e equipamentos;
  • Fomentar a investigação e a inovação, em particular no que respeita à adoção de tecnologias emergentes e ao desenvolvimento de novos serviços e ferramentas;
  • Melhorar a qualidade da digitalização e apoiar a definição de mecanismos de monitorização e controlo que permitam uma avaliação rigorosa dos processos e resultados de digitalização.
  • Definir estratégias de preservação através da identificação, análise, caracterização e adequação de procedimentos para a salvaguarda de património cultural digital.

Eixos de intervenção

  1. Quadros normativos
  2. Infraestruturas e equipamentos
  3. Literacia da imagem / digital
  4. Preservação, acesso e reutilização

[1] Comissão Europeia, «Recomendação (UE) 2021/1970 da Comissão de 10 de novembro de 2021 relativa a um espaço comum europeu de dados para o património cultural» (Comissão Europeia, 10 de Novembro de 2021).

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